15-07-2026
Brilhantes estão as estrelas, na escura noite
Onde a lua não ilumina
Assim como os teus olhos frios.
Eu, cansado e ferido,
Da dura batalha, tenho sobrevivido.
A minha espada perdeu seu corte
Cego ao contato da tua feitiçaria,
Libertando minh'alma
E, aprisionado, fiquei, nas garras
Dos teus desejos.
Minha fiel espada já não pode
Me libertar;
Depositei-a toda minha confiança
E ela foi meu guia por toda vida.
Enfeitiçado por uma magia poderosa,
Ela se revelou inútil;
Sou agora um miserável prisioneiro do amor.
Na Torre, te vi lá do Alto a sorrir,
Enquanto atravessava a escura floresta.
Numa clareira, descansei por instante angustiado;
Sem notar que seus olhos de bruxa pousavam sobre mim
E eu, trôpego, andava torto, encantado,
Errando pela relva turva
Guiado apenas pelo aroma do teu amor
Obcecado e febril por encontrar sua nascente.
14-07-2026
No meu canto de paz sublime,
De uma doce taça de vinho,
Com prazer bebo, num cantinho.
Doce Paz, que tudo me suprime.
Enquanto voo por um livro,
O dia espelha a luz do céu,
Corre a brisa como um corcel,
Só sinto... não estar contigo.
Embora me sinta seguro
O coração vai discordante
Por vezes pesa-me o semblante
Olhar Sombrio e taciturno.
E contemplando o calmo rio
Para do passado esquecer,
Pois, recordar-te é padecer
Deixa minha alma em desvario.
Vejo-a, então fantasmagórica
No meu pensar atormentado
E em meus suspiros lastimados
Deixo a minha paz, tão retórica
02/07/2018