Beneblog

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Por: José Benedito Medeiros

15-07-2026

Enfeitiçado

Brilhantes estão as estrelas, na escura noite

Onde a lua não ilumina

Assim como os teus olhos frios.

Eu, cansado e ferido,

Da dura batalha, tenho sobrevivido.

A minha espada perdeu seu corte 

Cego ao contato da tua feitiçaria,

Libertando minh'alma 

E, aprisionado, fiquei, nas garras 

Dos teus desejos.


Minha fiel espada já  não pode  

Me libertar;        

Depositei-a toda minha confiança 

E ela foi meu guia por toda  vida. 

Enfeitiçado por uma magia poderosa, 

Ela se revelou inútil; 

Sou agora um miserável prisioneiro do amor.  


Na Torre, te vi lá do Alto a sorrir,

Enquanto atravessava a escura floresta.

Numa clareira, descansei por instante angustiado;

Sem notar que seus olhos de bruxa pousavam sobre mim

E eu, trôpego, andava torto, encantado,

Errando pela relva turva

Guiado apenas pelo aroma do teu amor 

Obcecado e febril por encontrar sua nascente.




Por: José Benedito Medeiros

14-07-2026

Tormentosa lembrança

No meu canto de paz sublime,

De uma doce taça de vinho,

Com prazer bebo, num cantinho.

Doce Paz, que tudo me suprime.

 

Enquanto voo por um livro,

O dia espelha a luz do céu,  

Corre a brisa como um corcel,

Só sinto... não estar contigo.

 

Embora me sinta seguro

O coração vai discordante

Por vezes pesa-me o semblante

Olhar Sombrio e taciturno.

 

E contemplando o calmo rio

Para do passado esquecer,

Pois, recordar-te é padecer

Deixa minha alma em desvario.

 

Vejo-a, então fantasmagórica

No meu pensar atormentado

E em meus suspiros lastimados

Deixo a minha paz, tão retórica

 

02/07/2018